Chamada para propostas de comunicação | Colóquio Internacional sobre Karl Marx: Legado, Críticas e Atualidade/ Data limite: 15 julho 2018

 

Colóquio Internacional sobre Karl Marx:

Legado, Críticas e Atualidade

Universidade do Minho

6 e 7 de dezembro de 2018

 

Apresentação

Odiado, idolatrado, injuriado, aplaudido, mas sobretudo inspirador de teorias críticas nos mais diversos campos do conhecimento. Filósofo, economista, sociólogo, politólogo, historiador, ativista político, Marx foi um intelectual que, operando um corte epistemológico pelo materialismo histórico e dialético e procurando compreender e explicar o capitalismo através de uma profunda investigação teórica e histórica, lutou incansavelmente, com a cumplicidade solidária de Engels, por uma agenda política emancipatória capaz de ir ao encontro dos interesses e aspirações das classes exploradas e oprimidas. Tal postura científica e política passaria a ser o farol de todos os que, a par e na sequência duma explicação histórica e dialética da sociedade, se inscrevem num dos lemas centrais da tradição marxista: “não basta compreender o mundo, é necessário transformá-lo”.

Duzentos anos depois do seu nascimento, Marx permanece nos debates sociais e políticos contemporâneos, sendo os seus textos indispensáveis não só para compreender o capitalismo, suas lógicas, dinâmicas e crises, como também para escrutinar os caminhos futuros para a sociedade humana. Num momento histórico marcado por mais uma crise geral do capitalismo global, parte inseparável da crise social e ambiental que atinge a humanidade e o planeta, e confrontados com o crescimento das desigualdades sociais e económicas entre países e no interior de cada país, o pensamento de Marx conhece um interesse revigorado, incluindo por aqueles que, não se identificando como marxistas, encontram no teórico alemão contributos decisivos para fazer o debate sobre o nosso presente e futuro comuns.

A renovação das leituras não dogmáticas do pensamento de Marx é um exercício intelectual e político que reclama uma análise dialética que coloca no seu centro as contradições sociais e ambientais decorrentes da expansão e consolidação do capitalismo, simultaneamente portador de progresso e de regressão. Recusando as conceções mecanicistas e deterministas, o debate terá de considerar que o capitalismo não desaparecerá por si próprio, nem a história tem um único sentido, mas antes diversos caminhos a explorar pela teoria e pela conjugação das condições necessárias para a ação coletiva no quadro dos diversos movimentos sociais, nomeadamente sindical, ambientalista, feminista e antirracista. Apesar das muitas derrotas das forças e movimentos anticapitalistas, mesmo que a história nos coloque perante as dificuldades da luta contra o capitalismo e sua improvável superação a curto/médio prazo, a obra de Marx continua a inquietar‑nos. O seu pensamento, assim como o de Engels, está bem vivo quando nos interpelamos sobre as consequências produzidas pelo capitalismo: o desenvolvimento desigual, a concentração da riqueza, as desigualdades e as exclusões sociais e as novas formas de poder, exploração e dominação.

Rejeitando leituras lineares e esquemáticas, o colóquio pretende debater o legado e a atualidade de Marx, sendo bem acolhidas propostas de comunicação que, ancoradas em diferentes enfoques disciplinares, metodológicos e geográficos, se inscrevam num dos seguintes tópicos:

(i)                 O materialismo histórico e dialético em Marx: totalidade, contradição, mudança e progresso;

(ii)               Trabalho e tecnologia: revolução industrial, revolução digital e as mudanças impulsionadas pela “indústria 4.0”;

(iii)             Capital e lutas sociais: economia e política, sociedade e Estado;

(iv)             Capitalismo, globalização e imperialismo: desenvolvimento desigual, desigualdades e exclusões sociais;

(v)               Natureza e sociedade: capitalismo e crise socioambiental;

(vi)             Socialismo, modelos e experiências reais: sucessos, fracassos, críticas e lições para o futuro;

(vii)           Alienaçãoideologia e utopia: caminhos para pensar a saída do capitalismo;

(viii)         Filosofia, ciências sociais e políticas na tradição marxista: produção de conhecimento, autores (neo)marxistas, praxis e ativismo;

(ix)             Cidadania, educação e cultura(s): perspetivas marxista e neomarxista;

(x)               Novos objetos de investigação a partir do legado marxista.

As propostas de comunicação (até 300 palavras e cinco palavras-chave) devem ser enviadas até 15 de julho de 2018.

São aceites comunicações em português, castelhano e inglês.

Inscrições

  Até 30 setembro Após 30 de setembro
Participante com comunicação 30€ 50€
Participante ouvinte

com certificado de presença

10€ 15€
Participante ouvinte

Gratuito

Deverá solicitar acesso até 15 de novembro

 

Calendarização do colóquio

Apresentação de propostas de comunicações: até 15 de julho

Comunicação da decisão: 1 de setembro

 

Organização

Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais, Polo da UM (CICS.Nova-ICS-UMinho)

Centro de Investigação em Ciência Política (EEG-UMinho)

Centro de Investigação em Educação (IE-UMinho) 

Laboratório de Paisagens, Património e Território (ICS-UMinho)

Núcleo de Investigação em Políticas Económicas e Empresariais (EEG-UMinho)


Comissão organizadora

Almerindo Janela Afonso (IE-UMinho)

Cristina Matos (EEG-UMinho)

Fernando Bessa Ribeiro (ICS-UMinho)

Francisco Mendes (ICS-UMinho)

Isabel Estrada (EEG-UMinho)

Manuel Carlos Silva (ICS-UMinho)

Sílvia Sousa (EEG-UMinho)

Comments are closed

Sorry, but you cannot leave a comment for this post.